Estudantes da Sesi Escola de São Gonçalo do Amarante conquistaram, no último domingo (31), o Prêmio Alcance (Reach Award) durante o Western Edge Premier Event, na Califórnia, Estados Unidos. A equipe potiguar Sesi Bat Tech foi reconhecida pelo projeto Bat Sertão, iniciativa que leva robótica educacional, tecnologia e formação a escolas públicas do interior do Rio Grande do Norte.
O prêmio destaca equipes que conseguem gerar impacto social por meio da ciência, tecnologia e inovação. No caso dos estudantes do RN, o reconhecimento veio pela proposta de ampliar o acesso à robótica em comunidades com menos contato com esse tipo de aprendizagem.
A integrante da equipe Raycka Cavalcante explica que o Bat Sertão utiliza a metodologia de “robótica popular”, baseada em kits sustentáveis para apresentar conceitos de tecnologia a crianças com pouco acesso à formação tecnológica.
“Nosso projeto traz oportunidades para aquelas crianças do sertão brasileiro. Levamos para duas escolas de São Miguel do Gostoso e também para Pendências”, diz.
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O Bat Sertão foi desenvolvido para criar uma rede de multiplicação do conhecimento em escolas públicas do interior potiguar. A iniciativa leva atividades de robótica para crianças e adolescentes, capacita professores e acompanha a implementação das ações nas unidades atendidas.
Segundo o estudante Guilherme Massami, integrante da equipe, a proposta vai além da apresentação de kits ou oficinas pontuais. O objetivo é fortalecer a inclusão digital, estimular novos talentos e aproximar estudantes de áreas como tecnologia, engenharia, programação e inovação.
“Além de um prêmio, a gente está gerando oportunidade para o sertão brasileiro. O sentimento de toda a equipe é de gratidão e de muita felicidade”, acrescenta Guilherme.
Nas redes sociais, a equipe também destacou que a conquista representa mais do que uma premiação internacional.
“Ela simboliza anos de dedicação, propósito e trabalho em transformar vidas por meio da educação, tecnologia e robótica”, destacou a equipe.
“O BAT Sertão é um dos maiores exemplos desse propósito. Levamos a robótica para comunidades, formamos novas equipes, incentivamos jovens talentos e ajudamos a expandir o acesso à educação tecnológica no sertão brasileiro, gerando oportunidades reais através do conhecimento”, compartilhou a equipe nas redes ao comemorar a premiação.
Quem faz parte da equipe premiada
A equipe Sesi Bat Tech é formada pelos estudantes Guilherme Massami, Raycka Cavalcante, João Davi, Pedro Santos, Emanuel Arcanjo e Gustavo Lins.
Os alunos representaram o Brasil na competição internacional sob orientação dos técnicos Josinaldo Araújo, do SESI-RN, e Dimas Alves, do SENAI-RN, com coordenação de Ana Karenine Medina.
A chegada dos estudantes a Natal ocorreu na tarde desta terça-feira (2). Eles foram recebidos com festa por colegas e professores do Sesi-RN, em um momento de celebração pela conquista internacional.
Como a equipe chegou à competição internacional
A vaga no torneio nos Estados Unidos foi garantida depois que a equipe venceu o Connect Award durante o Festival SESI de Educação 2026, realizado em São Paulo.
A premiação nacional reconheceu a capacidade da Sesi Bat Tech de estabelecer conexões entre robótica, indústria e comunidade, credenciando os estudantes para representar o Brasil na etapa internacional.
O presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, afirmou que o resultado reconhece o trabalho desenvolvido pelas escolas de referência do SESI no Rio Grande do Norte.
“Essa premiação é motivo de muito orgulho e alegria para nós que fazemos o Sistema FIERN, e reconhece internacionalmente a excelência das SESI Escola de Referência do RN e o alto nível dos nossos alunos. Parabenizo a todos os que fazem o SESI, em especial aos professores e estudantes, por essa conquista”, destacou.
O FIRST Tech Challenge reúne equipes de ensino médio de diversos países em desafios de engenharia, programação e inovação.
Na competição, os estudantes são responsáveis por projetar, construir e programar robôs para cumprir missões em partidas disputadas em alianças. O torneio também desenvolve competências como trabalho em equipe, liderança, criatividade e resolução de problemas.
Esse formato ajuda a explicar por que projetos como o Bat Sertão são avaliados não apenas pelo desempenho técnico, mas também pela capacidade de criar impacto fora da arena de competição.
Equipe também apresentou projeto para energia eólica
Além do Bat Sertão, a equipe potiguar apresentou na competição um projeto voltado ao setor de energia eólica.
A proposta consiste em uma tinta capaz de refletir uma cor visível para as aves, com o objetivo de permitir que elas identifiquem as torres dos parques eólicos e desviem a rota de voo.
O projeto amplia o perfil científico da equipe ao combinar tecnologia, inovação e preocupação ambiental em uma área relevante para regiões que convivem com parques eólicos.
Conquista reforça inclusão tecnológica no interior do RN
A premiação internacional da Sesi Bat Tech evidencia a força de projetos educacionais que conectam robótica, formação de professores e inclusão digital em escolas públicas do interior. O diferencial do Bat Sertão está justamente em levar conhecimento tecnológico para comunidades que, muitas vezes, não têm acesso regular a esse tipo de experiência.
Ao atuar em escolas de São Miguel do Gostoso e Pendências, a equipe coloca estudantes do sertão e do interior potiguar em contato com conceitos que podem abrir caminhos para novas formações e carreiras.
A conquista nos Estados Unidos, portanto, não se resume ao troféu. Ela confirma o alcance de uma proposta construída por jovens potiguares para aproximar ciência, tecnologia e educação de crianças e adolescentes do Rio Grande do Norte.
