CNJ pressiona, e TJRN pauta escolha de novo desembargador para 1º de julho

Tribunal Pleno vai analisar promoção por antiguidade e incidente de recusa após cobrança do CNJ para concluir processo aberto desde outubro de 2025.
Juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos
Juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos - Crédito: TJRN

Resumo da Notícia

  • O Tribunal de Justiça do RN marcou para 1º de julho o julgamento que definirá o novo desembargador pelo critério de antiguidade.
  • A pauta foi definida após cobrança do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que exigiu a marcação da sessão em até 24 horas.
  • O processo de promoção estava parado e foi questionado pelo juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos devido à demora na conclusão.
  • O julgamento havia sido suspenso anteriormente após o surgimento de fatos novos relacionados a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) marcou para 1º de julho, a partir das 9h, o julgamento que deve definir o acesso a uma vaga de desembargador pelo critério de antiguidade. A sessão foi pautada após determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que cobrou do tribunal a marcação do julgamento em até 24 horas.

A vaga está aberta desde outubro de 2025. A informação sobre a sessão consta em publicação no Diário da Justiça Eletrônico do dia 19 de junho.

O caso será analisado pelo Tribunal Pleno. Na pauta estão o processo de Eleição de Acesso ao Cargo de Desembargador do TJRN pelo Critério de Antiguidade, referente ao Edital nº 2/2025-TJRN, e o Incidente de Recusa ligado ao mesmo procedimento.

A movimentação ocorre depois de uma decisão do CNJ em pedido apresentado pelo juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, que questionou a demora na conclusão do processo de promoção.

O Conselho atendeu parcialmente ao pedido do magistrado. Segundo o órgão, o edital para preenchimento da vaga foi publicado em outubro do ano passado, mas o julgamento ainda não havia sido finalizado.

Na decisão, o CNJ apontou mora administrativa e determinou que a sessão fosse realizada após o fim do prazo de defesa no incidente que tramita no próprio TJRN. O Conselho também estabeleceu que a escolha seja concluída na mesma reunião.

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Suspensão ocorreu após fatos novos sobre TAC

A pauta volta ao Pleno depois de uma suspensão ocorrida na sessão da última quarta-feira (17). O julgamento foi interrompido após o surgimento de fatos novos relacionados a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado por Henrique Baltazar.

Na ocasião, o TJRN informou que a suspensão ocorreu em respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.

Agora, com a nova data marcada, o tribunal terá de enfrentar tanto o processo de promoção por antiguidade quanto o incidente de recusa. A decisão é relevante porque pode encerrar uma disputa administrativa que se arrasta desde a abertura da vaga.

O que será decidido

O ponto central é a definição de quem ocupará a vaga de desembargador pelo critério de antiguidade. Esse tipo de acesso observa a posição do magistrado na carreira, mas pode envolver questionamentos formais quando há incidente de recusa.

No caso concreto, o procedimento ficou parado por meses e chegou ao CNJ justamente por causa da demora na conclusão. A ordem do Conselho pressiona o TJRN a finalizar a análise em uma única sessão, depois de assegurado o prazo de defesa.

A definição sobre a vaga foi informada pelo próprio TJRN.