O transporte intermunicipal pode ser paralisado nas primeiras horas da próxima terça-feira (9) em municípios da Grande Natal, caso não haja acordo entre trabalhadores e empresas. A possibilidade de greve foi aprovada no último sábado (6), durante assembleias realizadas nas garagens das empresas do grupo Trampolim da Vitória, com participação de rodoviários de Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Pirangi e São José de Mipibu.
A decisão ainda não significa que a greve começou, mas formaliza o indicativo de paralisação da categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro-RN), o impasse envolve o não pagamento do reajuste do vale-alimentação previsto na negociação 2025/2026 e a recusa do SETRANS em assinar a Convenção Coletiva de Trabalho já negociada com os trabalhadores.
Com os ônibus fora de circulação, passageiros que dependem das linhas intermunicipais podem ficar sem locomoção. A paralisação, segundo a categoria, será iniciada se o pagamento não for regularizado e se a convenção coletiva não for assinada.
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O vice-presidente do Sintro-RN, Arnaldo Dias, afirmou que a assembleia foi convocada diante do impasse nas negociações.
“A empresa não cumpriu o que foi acertado em negociação, por isso o sindicato fez essas assembleias nas garagens. O resultado é que a categoria aprovou o indicativo de greve, com prazo de 72 horas, pelo descumprimento da negociação e também a recusa em querer assinar a convenção coletiva, que já foi negociada e acertada”, explicou Arnaldo Dias.
Quando a greve pode começar?
Caso o impasse continue sem solução, a greve pode ser instaurada nas primeiras horas da próxima terça-feira (9). O prazo citado pelo sindicato é de 72 horas após a aprovação do indicativo pela categoria.
Arnaldo Dias afirmou que a paralisação será iniciada se as empresas não assinarem a convenção e não fizerem o pagamento do vale-alimentação.
“Se as empresas não assinarem a convenção e não fizerem o pagamento, a greve será instaurada”, acrescentou Dias.
A principal consequência prática, em caso de paralisação, será sentida pelos passageiros que dependem dos veículos para se deslocar entre os municípios da Grande Natal. Sem os ônibus nas ruas, usuários do transporte intermunicipal poderão ficar sem alternativa de locomoção.
