Resumo da Notícia
Mais de 1,1 milhão de moradores do Rio Grande do Norte já receberam a Carteira de Identidade Nacional (CIN), novo documento que substitui gradualmente o antigo RG e passa a usar o CPF como número único de identificação. O volume corresponde a cerca de 33% da população potiguar, segundo dados consolidados até 12 de junho de 2026.
No país, a emissão também avança em ritmo acelerado. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mais de 55,8 milhões de brasileiros já solicitaram a nova carteira. A média nacional é de 39,6 mil documentos emitidos por dia e 1,13 milhão por mês. Apenas nos primeiros dias de junho de 2026, foram registradas 782,6 mil novas emissões.
A primeira via da CIN é gratuita e pode ser solicitada em todos os estados. No caso do Rio Grande do Norte, o agendamento deve ser feito pelo site oficial da Polícia Científica, de segunda a sexta-feira, sempre a partir das 8h, quando são liberadas vagas para o dia útil seguinte.
O que muda com a Carteira de Identidade Nacional?
A principal mudança da CIN é o fim da lógica antiga do RG, em que uma mesma pessoa podia ter números diferentes de identidade emitidos por estados distintos. Com o CPF como número único, a identificação passa a ser padronizada em todo o Brasil.
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Na prática, a medida busca reduzir duplicidades, dificultar fraudes e aumentar a confiabilidade dos registros públicos. O documento tem validade em todo o território nacional e pode ser usado tanto na versão física quanto na versão digital, disponível no aplicativo GOV.BR após o recebimento da carteira impressa.
A nova identidade também vem com QR Code, que permite verificar a autenticidade do documento por meio do aplicativo de leitura da CIN, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos. Pela ferramenta, também é possível consultar as informações que constam na versão física.
Outro ponto importante é a integração da carteira a sistemas biométricos de identificação. Essa camada adicional reforça a segurança do cidadão e do Estado, além de ajudar no acesso mais seguro a serviços e benefícios públicos.
Como agendar a CIN no Rio Grande do Norte
No RN, o agendamento está disponível pelo site agendamento.pci.rn.gov.br/public/agendamento, de segunda a sexta-feira, a partir das 8h da manhã. As vagas são abertas todos os dias úteis para atendimento no dia útil seguinte.
O horário informado no agendamento funciona como uma previsão de atendimento. Algumas unidades também ampliaram o funcionamento: as Centrais do Cidadão de Natal, nas zonas Norte e Sul, Parnamirim e Mossoró Estação estão abrindo aos sábados pela manhã.
Apesar do avanço da nova carteira, não há necessidade de corrida aos postos. A identidade anterior continua válida até 28 de fevereiro de 2032. A troca deve ser priorizada por quem está com foto desatualizada, documento desgastado, dados ilegíveis ou teve alteração de nome.
Documentos necessários para emitir a CIN
Para solicitar a Carteira de Identidade Nacional, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou casamento, em via original ou cópia autenticada. Também constam entre os documentos exigidos o CPF e o comprovante de residência. Laudos médicos devem ser apresentados quando forem necessários para registro de condição específica.
O cidadão também pode incluir informações de outros documentos, desde que os apresente no momento da solicitação. Entre os dados opcionais estão:
- PIS e Carteira de Trabalho;
- Título de Eleitor;
- tipo sanguíneo e fator RH;
- Cartão do SUS;
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Essas informações podem aparecer na versão digital da CIN, que permite reunir outros registros do cidadão, como Título de Eleitor, CNH, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT.
Prazo de entrega varia conforme a cidade
O prazo para retirada da Carteira de Identidade Nacional muda de acordo com o local de atendimento. Na Grande Natal, a entrega costuma ocorrer entre 7 e 10 dias. Em Mossoró, o prazo estimado é de 12 a 15 dias. Nas demais Centrais do Cidadão, a previsão é de até 20 dias.
Câmaras e Prefeituras cooperadas administram seus próprios prazos e formas de retirada. Além disso, divergências cadastrais na Receita Federal podem exigir validação adicional e aumentar em até 15 dias o tempo estimado para entrega.
Quem já solicitou o documento pode acompanhar a chegada da carteira pelo número do CPF no link Acompanhar Atendimento.
CIN também ajuda a recuperar conta GOV.BR
Além de servir como documento de identificação, a nova carteira amplia o acesso aos serviços digitais do Governo Federal. Integrada ao GOV.BR, a CIN permite obter conta nível Ouro, o grau mais alto de segurança da plataforma.
O documento também pode ser usado para recuperar o acesso à conta em casos de perda ou troca de celular. Para isso, o cidadão deve manter o aplicativo GOV.BR atualizado e estar com a versão física da CIN em mãos.
O processo envolve reconhecimento facial e leitura do QR Code presente no documento. Depois da validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS, permitindo a recuperação da conta com mais segurança.
A CIN também faz parte da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil e deve ajudar na melhoria dos cadastros de programas sociais, com bases de dados mais seguras e atualizadas.
Em abril de 2026, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definiu um novo cronograma para a adoção da carteira na concessão e renovação de benefícios sociais.
Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir a CIN a partir de janeiro de 2027. Para quem já possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade passa a valer a partir de janeiro de 2028.
Validade da nova identidade
A validade da CIN depende da idade do titular. Para crianças de até 12 anos incompletos, o documento vale por cinco anos. Para pessoas entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos. A partir dos 60 anos, a carteira tem validade indeterminada.
A nova identidade também segue padrões internacionais de identificação e inclui uma zona de leitura mecânica, conhecida como MRZ, semelhante à utilizada em passaportes. Isso permite o uso da CIN em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul.
Mesmo assim, a carteira não substitui o passaporte em viagens para outros destinos internacionais.
