Menos da metade das casas no RN tem acesso à rede geral de esgoto

O Rio Grande do Norte tinha 44,1% dos domicílios ligados à rede geral de esgotamento sanitário em 2024, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE.
RN tem menos da metade dos domicílios ligados à rede de esgoto, aponta IBGE
RN tem menos da metade dos domicílios ligados à rede de esgoto, aponta IBGE - Crédito: edojob / Adobe Stock

Apenas 44,1% dos domicílios do Rio Grande do Norte estavam ligados à rede geral de esgotamento sanitário em 2024, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice deixa o Estado entre os dez piores do país nesse indicador e mostra que mais da metade das residências potiguares ainda depende de outras formas de escoamento.

O dado coloca o saneamento básico como um dos principais desafios estruturais do RN. Quando a casa não está conectada à rede geral de esgoto, os moradores podem depender de alternativas como fossas sépticas não ligadas à rede, fossas rudimentares, valas ou até despejo em rios, lagos, córregos e no mar.

O levantamento também evidencia a distância entre regiões brasileiras. Enquanto o Sudeste alcançou cobertura de 90,2% dos domicílios ligados à rede geral de esgoto em 2024, o Nordeste registrou 51,1%. A situação mais crítica aparece no Norte, onde apenas 31,2% dos lares contavam com esse tipo de serviço.

Quais estados têm menos da metade dos domicílios ligados à rede?

Além do Rio Grande do Norte, outros nove estados aparecem com cobertura inferior a 50% dos domicílios ligados à rede geral de esgotamento sanitário.

Os menores índices foram registrados no Piauí, com 13,5%, seguido por Amapá, com 17,8%, Rondônia, com 18,1%, e Pará, com 19,3%.

Também ficaram abaixo da metade dos domicílios atendidos: Maranhão, com 30,3%; Tocantins, com 36,7%; Mato Grosso, com 40,8%; Alagoas, com 41,9%; Rio Grande do Norte, com 44,1%; e Acre, com 49,7%.

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A presença do RN nesse grupo reforça a dimensão do problema. O Estado fica distante dos percentuais observados nas regiões com maior cobertura e permanece abaixo de um patamar básico: ter ao menos metade dos lares conectados à rede geral de esgoto.

A diferença entre as regiões não desaparece nem quando a análise considera apenas os domicílios urbanos. Segundo os dados apresentados pelo IBGE, a cobertura urbana variava de 37,4% no Norte a 94,3% no Sudeste.

Esse recorte mostra que o problema não se limita a áreas rurais ou isoladas. Mesmo nas cidades, onde a oferta de infraestrutura tende a ser mais concentrada, a distância entre regiões permanece expressiva.

No caso do Nordeste, o percentual geral de 51,1% indica que a região ainda convive com uma cobertura limitada de esgotamento sanitário. O RN, com 44,1%, aparece abaixo desse índice regional.

Brasil avançou, mas em ritmo gradual

Apesar das desigualdades, a PNAD Contínua aponta avanço no saneamento nos últimos anos. No Brasil, a proporção de domicílios ligados à rede geral de esgoto passou de 68,1% em 2019 para 70,4% em 2024.

O crescimento nacional, porém, não elimina o peso das disparidades locais. O país avançou, mas parte dos estados ainda está muito distante da cobertura observada nas regiões mais atendidas.

No Rio Grande do Norte, o dado de 2024 mostra que o acesso à rede geral de esgotamento sanitário ainda não chega à maioria das residências. Em termos práticos, isso significa que o saneamento segue como uma área sensível para a qualidade de vida, a saúde pública e a infraestrutura urbana do Estado.