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Gasolina em Natal é mais cara do que em Recife, Fortaleza e João Pessoa

O valor médio do litro do combustível atingiu R$ 6,91 , uma alta de 2,24%.
Gasolina comum sobe mais de 2% em Natal
Gasolina comum sobe mais de 2% em Natal - Crédito: Procon / Heilysmar Lima

Resumo da Notícia

  • Gasolina comum registra alta média de 2,24% em Natal na primeira semana de julho, alcançando R$ 6,91 o litro.
  • Óleo diesel S-10 também teve reajuste de 1,35%, enquanto etanol e GNV apresentaram queda de preço.
  • Preço médio em Natal é superior ao de João Pessoa, Fortaleza e Recife, segundo dados da ANP.
  • Diretora do Procon Natal, Dina Perez, atribui a diferença a fatores logísticos, tributários e comerciais.
  • Pesquisa aponta variação de preços entre bairros de Natal, com Zona Leste liderando a alta da gasolina.
  • Consumidores podem economizar ao pesquisar preços, com variação de até R$ 1,30 no litro do etanol.

Abastecer o veículo ficou mais caro para o motorista que vive em Natal neste início de mês. Uma pesquisa de preços de combustíveis divulgada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) revelou que a gasolina comum registrou uma alta média de 2,24% na primeira semana de julho em comparação ao levantamento do mês anterior. Com o reajuste nas bombas, o preço médio cobrado pelo litro do combustível na capital potiguar alcançou a marca de R$ 6,91.

A elevação do preço não foi exclusividade da gasolina. O levantamento também acendeu o sinal de alerta para os motoristas de veículos de carga e utilitários que utilizam o óleo diesel S-10, que apresentou um reajuste médio de 1,35%. Por outro lado, quem utiliza etanol ou gás natural veicular (GNV) encontrou um cenário de alívio temporário, já que ambos os combustíveis registraram queda de preço no período.

O bolso do natalense tem sido mais penalizado na comparação com o restante do Nordeste. Dados coletados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmam que o valor médio de R$ 6,91 praticado em Natal é superior ao observado em capitais vizinhas, como João Pessoa, Fortaleza e Recife.

Segundo a diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez, essa diferença geográfica é reflexo de múltiplos fatores de mercado. “O levantamento permite identificar diferenças regionais relacionadas a fatores logísticos, tributários e comerciais, situando Natal em um patamar de preço superior ao observado em outras capitais do Nordeste“, detalha a gestora.

O peso da alta foi sentido na grande maioria dos estabelecimentos mapeados. Dos 86 postos de combustíveis visitados pelas equipes de fiscalização do órgão em toda a cidade, 86% reajustaram o preço da gasolina comum. No caso do óleo diesel S-10, 49% das revendas elevaram os valores cobrados nas bombas. De forma geral, os aumentos percebidos pelos pesquisadores oscilaram de R$ 0,24 a R$ 0,29 por litro.

Comportamento de preços por regiões em Natal

A disparada nos preços não ocorreu de maneira uniforme pelos bairros da capital. A Zona Leste liderou o índice de aumento para a gasolina comum, registrando a maior alta da cidade, com 2,94% de variação. Logo atrás ficou a Zona Sul, com elevação média de 2,54%. As zonas Oeste e Norte tiveram altas mais moderadas de 1,99% e 0,99%, respectivamente.

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Mesmo com a alta expressiva do setor, a pesquisa demonstrou que a concorrência entre os estabelecimentos gera oportunidades de economia para os consumidores que pesquisam antes de parar no posto. O menor preço médio da gasolina comum foi verificado nos postos localizados na Zona Norte, onde o litro foi comercializado a R$ 6,88. A Zona Norte também garantiu o menor preço médio para a gasolina aditivada, com R$ 6,92.

Já para quem utiliza outros combustíveis, a Zona Oeste se destacou como a mais barata. A região apresentou o menor preço médio para o etanol (R$ 5,23) e o menor preço médio para o diesel comum (R$ 7,00).

Menores preços encontrados e potencial de economia

Entre todas as opções de abastecimento do mercado natalense, o etanol foi o combustível que registrou a maior oscilação de valores. A variação extrema foi de 27,62%, com o menor preço encontrado a R$ 4,69 em um posto no bairro de Igapó, enquanto o maior preço cobrado chegou a R$ 5,99 — uma diferença real de R$ 1,30 por litro.

Para a gasolina comum, a variação absoluta identificada pelo Procon Natal foi de R$ 0,30 por litro. O preço mínimo do combustível foi de R$ 6,79 (em postos dos bairros de Redinha e Potengi), enquanto o preço máximo alcançou R$ 7,09. De acordo com os técnicos do órgão, o consumidor atento que prioriza os postos mais em conta pode obter uma economia de até 4,48% no momento do abastecimento. No diesel S-10, a diferença foi ainda maior: variou entre R$ 6,98 e R$ 7,99, gerando uma folga de R$ 1,01 por litro para pesquisa.

A tabela a seguir consolida os extremos de valores encontrados na capital:

CombustívelMenor Preço EncontradoMaior Preço EncontradoVariação Máxima (R$)Localização do Menor Preço
Gasolina ComumR$ 6,79R$ 7,09R$ 0,30Redinha e Potengi
EtanolR$ 4,69R$ 5,99R$ 1,30Igapó
Diesel S-10R$ 6,98R$ 7,99R$ 1,01Postos variados da capital

Como denunciar abusos em postos de Natal

O Procon Natal reforça que o levantamento semanal atua como um guia de referência de mercado e que práticas abusivas ou aumentos sem justa causa devem ser combatidos com denúncias formais. Caso o motorista encontre valores significativamente superiores à média estipulada pela pesquisa oficial, ele pode formalizar uma queixa junto ao órgão de fiscalização.

Para que a denúncia seja investigada e dê base para autuações administrativas, é fundamental anexar o cupom fiscal de compra que comprove a transação no estabelecimento indicado.

  • Onde registrar denúncias presenciais: Sede do Procon Natal – Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, Natal/RN.
  • Canais de atendimento remoto: WhatsApp pelo número (84) 98812-3865 ou e-mail [email protected].
  • O que apresentar: Cupom fiscal do abastecimento e identificação do posto de combustíveis (nome ou bandeira e endereço).