Resumo da Notícia
O custo de vida para as famílias que residem na capital potiguar ficou mais pesado na primeira metade do ano. O preço médio da cesta básica em Natal acumulou uma alta de 8,4% no primeiro semestre de 2026, de acordo com um relatório analítico divulgado pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal).
Em termos absolutos, o trabalhador que gastava R$ 436,73 em janeiro para abastecer a despensa passou a desembolsar R$ 473,46 em junho pelo mesmo conjunto de mercadorias — um acréscimo de R$ 36,73 por mês.
O avanço contínuo nos preços dos alimentos impacta de maneira severa o poder de compra da população de menor renda. Os dados técnicos estruturados pelo Núcleo de Pesquisa do órgão revelam que o valor atual da cesta básica em Natal abocanha exatamente 32,92% do salário mínimo nacional. Para conseguir liquidar essa despesa alimentar básica, o cidadão precisa dedicar cerca de 69 horas de sua jornada mensal de trabalho.
O cenário se torna ainda mais complexo quando analisado o orçamento familiar ampliado. Para manter as necessidades básicas de alimentação de um núcleo familiar composto por quatro pessoas, o departamento de pesquisas do município calcula que seria necessária uma renda mensal real de R$ 5.435,48. Na margem de comparação mensal, o índice que monitora os 40 itens essenciais registrou alta de 0,70% em junho quando comparado ao mês de maio.
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Os vilões do mês e o alívio no hortifrúti
A pressão inflacionária de junho foi puxada principalmente pelos segmentos de higiene e limpeza, que subiu 2,80%, seguido por produtos de mercearia (1,23%) e itens de açougue (1,22%). Por outro lado, o setor de hortifrúti apresentou um recuo médio de 2,68%, desempenho diretamente associado pelo órgão fiscalizador à sazonalidade da colheita no campo e às condições climáticas favoráveis para o abastecimento.
Abaixo, detalhamos as principais variações de preços constatadas nos supermercados de Natal:
| Produto | Variação de Preço em Junho | Comportamento do Item |
| Feijão-carioca | +12,06% | Alta expressiva |
| Carne de sol | +4,27% | Alta expressiva |
| Sabão em barra | +3,94% | Alta moderada |
| Carne de segunda | +3,49% | Alta moderada |
| Creme dental | +3,18% | Alta moderada |
| Água sanitária | +2,75% | Alta moderada |
| Laranja | -6,35% | Queda média |
| Tomate | -17,05% | Queda expressiva |
Geograficamente, a apuração do Procon Natal detectou uma forte disparidade de preços entre as quatro regiões administrativas da cidade. A Zona Leste lidera o ranking com a média mais alta do município, batendo em R$ 498,60, seguida de perto pela Zona Norte, com R$ 485,60. Os valores mais em conta foram rastreados na Zona Sul, com média de R$ 462,35, e na Zona Oeste, que apresentou o menor custo médio geral de R$ 460,36.
Atendimento ao consumidor e canais de orientação
O monitoramento do mercado de varejo é efetuado de forma semanal pelas equipes técnicas, cobrindo um circuito de 26 estabelecimentos de perfis distintos, como grandes hipermercados, atacarejos e pequenos mercados locais de bairro. Diante das diferenças encontradas por região, a recomendação oficial é que o consumidor mantenha o hábito de realizar pesquisas prévias de preços e monitore os dias de ofertas temáticas em sua localidade.
Para denúncias sobre práticas abusivas de mercado, cobranças indevidas ou solicitações de orientações financeiras, o cidadão de Natal pode acionar o órgão municipal pelos canais oficiais:
- Atendimento por E-mail: Envio de relatos e comprovantes para o endereço eletrônico [email protected].
- Atendimento Presencial: Sede administrativa do Procon, situada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, no bairro da Cidade Alta.
O monitoramento mensal dos itens que compõem a mesa do trabalhador continuará sendo processado pelo Núcleo de Pesquisa ao longo do segundo semestre. O acompanhamento dos relatórios completos de preços e os arquivos com o detalhamento de cada estabelecimento comercial avaliado podem ser consultados diretamente na página oficial da Prefeitura.
