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Cesta básica em Natal sobe 8,4% no primeiro semestre e compromete um terço do salário mínimo

O gasto atual com os produtos básicos já compromete 32,92% do salário mínimo vigente no país, o equivalente a 69 horas de trabalho.
feira mercado Supermercados propõem alterar validade de alimentos para reduzir preços
Foto: Rafael Nicácio / Direitos Reservados / Portal N10

Resumo da Notícia

  • O preço médio da cesta básica em Natal registrou alta de 8,4% no primeiro semestre de 2025.
  • O gasto atual com a cesta básica compromete 32,92% do salário mínimo nacional, equivalente a 69 horas de trabalho.
  • O custo absoluto da cesta básica passou de R$ 436,73 em janeiro para R$ 473,46 em junho, um aumento de R$ 36,73.
  • O orçamento familiar para quatro pessoas necessitaria de R$ 5.435,48 mensais para cobrir as necessidades básicas de alimentação.
  • Segmentos como higiene e limpeza (2,80%) e mercearia (1,23%) puxaram a inflação em junho, enquanto hortifrúti recuou 2,68%.
  • A Zona Leste de Natal apresentou a média mais alta de preços da cesta básica (R$ 498,60), enquanto a Zona Oeste teve o menor custo (R$ 460,36).

O custo de vida para as famílias que residem na capital potiguar ficou mais pesado na primeira metade do ano. O preço médio da cesta básica em Natal acumulou uma alta de 8,4% no primeiro semestre de 2026, de acordo com um relatório analítico divulgado pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal).

Em termos absolutos, o trabalhador que gastava R$ 436,73 em janeiro para abastecer a despensa passou a desembolsar R$ 473,46 em junho pelo mesmo conjunto de mercadorias — um acréscimo de R$ 36,73 por mês.

O avanço contínuo nos preços dos alimentos impacta de maneira severa o poder de compra da população de menor renda. Os dados técnicos estruturados pelo Núcleo de Pesquisa do órgão revelam que o valor atual da cesta básica em Natal abocanha exatamente 32,92% do salário mínimo nacional. Para conseguir liquidar essa despesa alimentar básica, o cidadão precisa dedicar cerca de 69 horas de sua jornada mensal de trabalho.

O cenário se torna ainda mais complexo quando analisado o orçamento familiar ampliado. Para manter as necessidades básicas de alimentação de um núcleo familiar composto por quatro pessoas, o departamento de pesquisas do município calcula que seria necessária uma renda mensal real de R$ 5.435,48. Na margem de comparação mensal, o índice que monitora os 40 itens essenciais registrou alta de 0,70% em junho quando comparado ao mês de maio.

Os vilões do mês e o alívio no hortifrúti

A pressão inflacionária de junho foi puxada principalmente pelos segmentos de higiene e limpeza, que subiu 2,80%, seguido por produtos de mercearia (1,23%) e itens de açougue (1,22%). Por outro lado, o setor de hortifrúti apresentou um recuo médio de 2,68%, desempenho diretamente associado pelo órgão fiscalizador à sazonalidade da colheita no campo e às condições climáticas favoráveis para o abastecimento.

Abaixo, detalhamos as principais variações de preços constatadas nos supermercados de Natal:

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ProdutoVariação de Preço em JunhoComportamento do Item
Feijão-carioca+12,06%Alta expressiva
Carne de sol+4,27%Alta expressiva
Sabão em barra+3,94%Alta moderada
Carne de segunda+3,49%Alta moderada
Creme dental+3,18%Alta moderada
Água sanitária+2,75%Alta moderada
Laranja-6,35%Queda média
Tomate-17,05%Queda expressiva

Geograficamente, a apuração do Procon Natal detectou uma forte disparidade de preços entre as quatro regiões administrativas da cidade. A Zona Leste lidera o ranking com a média mais alta do município, batendo em R$ 498,60, seguida de perto pela Zona Norte, com R$ 485,60. Os valores mais em conta foram rastreados na Zona Sul, com média de R$ 462,35, e na Zona Oeste, que apresentou o menor custo médio geral de R$ 460,36.

Atendimento ao consumidor e canais de orientação

O monitoramento do mercado de varejo é efetuado de forma semanal pelas equipes técnicas, cobrindo um circuito de 26 estabelecimentos de perfis distintos, como grandes hipermercados, atacarejos e pequenos mercados locais de bairro. Diante das diferenças encontradas por região, a recomendação oficial é que o consumidor mantenha o hábito de realizar pesquisas prévias de preços e monitore os dias de ofertas temáticas em sua localidade.

Para denúncias sobre práticas abusivas de mercado, cobranças indevidas ou solicitações de orientações financeiras, o cidadão de Natal pode acionar o órgão municipal pelos canais oficiais:

  • Atendimento por E-mail: Envio de relatos e comprovantes para o endereço eletrônico [email protected].
  • Atendimento Presencial: Sede administrativa do Procon, situada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, no bairro da Cidade Alta.

O monitoramento mensal dos itens que compõem a mesa do trabalhador continuará sendo processado pelo Núcleo de Pesquisa ao longo do segundo semestre. O acompanhamento dos relatórios completos de preços e os arquivos com o detalhamento de cada estabelecimento comercial avaliado podem ser consultados diretamente na página oficial da Prefeitura.