Resumo da Notícia
A Polícia Científica do Rio Grande do Norte passou a contar com um novo equipamento para exames de balística forense. O sistema, chamado Vision X, foi adquirido por aproximadamente R$ 2,1 milhões e será usado na comparação de elementos de munição, como projéteis e estojos recolhidos em investigações criminais.
O microcomparador balístico foi fabricado pela empresa Projectina e incorporado ao Setor de Balística Forense da Polícia Científica do RN. A compra ocorreu por meio de parceria entre o Governo do Estado e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Na prática, o equipamento ajuda peritos a analisar marcas deixadas por armas de fogo em materiais balísticos. Essas marcas podem indicar possíveis compatibilidades entre itens encontrados em locais de crime e armas investigadas pelas forças de segurança.
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O que o equipamento faz
O uso do Vision X amplia a capacidade técnica da perícia estadual em exames que podem subsidiar inquéritos policiais e processos judiciais. A tecnologia não substitui a investigação, mas fornece elementos científicos para ajudar a esclarecer a origem e a relação entre materiais analisados.
Segundo a Polícia Científica, o sistema permite uma identificação mais detalhada de marcas produzidas por armas de fogo em projéteis e estojos. Esse tipo de comparação é importante porque armas deixam padrões específicos nos elementos de munição durante o disparo.

O equipamento passa a integrar o processo de modernização da estrutura pericial do estado. A balística forense é uma das áreas usadas para produzir provas técnicas em casos que envolvem disparos, apreensão de armas, homicídios, tentativas de homicídio e outros crimes com uso de arma de fogo.
A Polícia Científica destaca que os exames são realizados de forma técnica, imparcial e com base em critérios científicos. Os resultados podem contribuir para o trabalho das forças de segurança e para o andamento de processos no sistema de Justiça.
O avanço, porém, depende do uso integrado da tecnologia com o restante da investigação. O equipamento pode apontar compatibilidades e reforçar linhas de apuração, mas a conclusão dos casos segue ligada ao conjunto de provas, diligências e análises conduzidas pelos órgãos competentes.
