Resumo da Notícia
Um arrastão em plena Avenida Nevaldo Rocha, uma das vias de maior circulação de Natal, deixou clientes e funcionários de uma oficina sob ameaça na tarde desta terça-feira (23). A ação criminosa ocorreu por volta das 16h40 e mobilizou equipes da Polícia Militar, que fizeram buscas na região após a fuga dos suspeitos.
O caso chama atenção também pelo contraste com o cenário recente de segurança pública no estado. O Rio Grande do Norte foi apontado como o estado mais seguro do Nordeste e o 4º mais seguro do Brasil no Ranking de Competitividade do Centro de Liderança Pública.
Ainda assim, crimes como esse mostram que a sensação de segurança nas ruas depende não apenas da ação policial, mas também de uma resposta efetiva de todo o sistema de Justiça.
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Vítimas foram rendidas dentro da oficina
Durante o assalto, os criminosos renderam funcionários e clientes e mandaram todos deitar no chão. Em seguida, tentaram levar as vítimas para uma sala, com a intenção de trancá-las no local. A ação não foi concluída porque a porta não tinha chave.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da fuga. Dois suspeitos aparecem correndo pela calçada logo depois do crime. A pressa na saída não impediu que algumas vítimas tentassem reagir de forma instintiva: ao perceberem que os criminosos deixavam o local, elas correram atrás deles.
Os suspeitos conseguiram chegar a um Corsa Classic usado na fuga. O veículo aparece parado em um semáforo antes de seguir pela Avenida Nevaldo Rocha e entrar à esquerda para deixar a área.
Dois funcionários ainda tentaram acompanhar os assaltantes por alguns instantes, mas desistiram depois que um dos criminosos, armado, fez ameaças. Veja vídeo:
Celulares, joias e dinheiro foram levados
Segundo as informações apuradas pela equipe do N10 RN, os criminosos levaram oito celulares, joias, relógios, alianças e cerca de R$ 2 mil em dinheiro.
A Polícia Militar realizou diligências logo após o arrastão, mas nenhum suspeito havia sido localizado até a última atualização. O episódio reforça um ponto sensível para a população: a polícia age, faz buscas e atende a ocorrência, mas a repetição desse tipo de crime mantém viva a cobrança por investigação, responsabilização e punição efetiva de quem transforma áreas movimentadas da cidade em alvo.
