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Cuidadora e marido são presos suspeitos de furtar cartões de idosos em Macau

A polícia também apurou que o casal recorria a outras pessoas para fazer saques em caixas eletrônicos. Essas pessoas, conforme a investigação, recebiam pequenas quantias pelo serviço enquanto os suspeitos aguardavam do lado de fora das agências.
Imagem mostra distintivo e farda da Polícia Civil do RN
Imagem mostra distintivo e farda da Polícia Civil do RN — Crédito: Divulgação/governo do RN

Resumo da Notícia

  • A Polícia Civil prendeu um casal em Macau, RN, suspeito de furtar cartões bancários de idosos.
  • A mulher, que trabalhava como cuidadora, e o marido são investigados por saques e movimentações indevidas.
  • As movimentações financeiras teriam continuado mesmo após a morte de um dos idosos, em 1º de maio de 2026.
  • O marido da cuidadora confessou participação nos crimes, admitindo ter sacado R$ 900 da conta de uma das vítimas.
  • O casal também recorria a outras pessoas para realizar saques, que não sabiam da origem criminosa do dinheiro.
  • Eles foram indiciados por furto qualificado, furto praticado contra pessoas idosas e comunicação falsa de crime.

A Polícia Civil prendeu um casal suspeito de usar cartões bancários de dois idosos para fazer saques e movimentações indevidas em Macau, na Região Costa Branca do Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (24), dentro da Operação Virtude, voltada à proteção de pessoas com mais de 60 anos e ao combate a crimes patrimoniais contra vítimas em situação de vulnerabilidade.

A investigação envolve uma mulher de 30 anos, que trabalhava como cuidadora, e o marido dela, de 34 anos. As vítimas são dois idosos, de 70 e 72 anos. Segundo a Polícia Civil, a cuidadora foi contratada pela vítima de 70 anos para auxiliar nos cuidados do marido, que tinha problemas de saúde.

O caso passou a ser investigado após o desaparecimento dos cartões bancários usados pelo casal de idosos para receber benefícios previdenciários. A mulher negou ter relação com o sumiço quando foi questionada pela família, mas a apuração apontou movimentações financeiras feitas sem autorização.

Saques teriam continuado após morte de uma das vítimas

Um dos pontos centrais da investigação é que as movimentações teriam continuado mesmo depois da morte do paciente, registrada em 1º de maio de 2026. De acordo com a polícia, a cuidadora viajou a Natal e realizou dois saques de R$ 1 mil na conta do idoso já falecido.

Ainda segundo a apuração, ela também teria transferido R$ 800 para o próprio irmão. Para justificar a retirada do dinheiro, a mulher apresentou à polícia a versão de que sofria ameaças e era coagida por um homem a entregar os valores.

A explicação, no entanto, foi descartada pelos investigadores. A Polícia Civil informou que imagens de câmeras de segurança, registros bancários e depoimentos desmentiram o álibi apresentado pela suspeita.

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Durante os interrogatórios, o marido da cuidadora confessou participação nos crimes. Segundo a investigação, ele afirmou que sabia dos furtos e admitiu ter sacado R$ 900 da conta da vítima sobrevivente em uma agência bancária de Macau.

A polícia também apurou que o casal recorria a outras pessoas para fazer saques em caixas eletrônicos. Essas pessoas, conforme a investigação, recebiam pequenas quantias pelo serviço enquanto os suspeitos aguardavam do lado de fora das agências.

Apesar disso, a Polícia Civil informou que os recrutados não sabiam da origem criminosa do dinheiro. Por esse motivo, apenas o casal foi indiciado.

Crimes atribuídos ao casal

O casal foi indiciado por furto qualificado, furto praticado contra pessoas idosas e comunicação falsa de crime. A classificação considera não apenas a retirada indevida de valores, mas também a condição das vítimas e a tentativa de sustentar uma versão que, segundo a polícia, não se confirmou.

Casos como esse entram no radar das investigações de segurança pública porque envolvem um tipo de crime difícil de ser percebido de imediato pelas vítimas. Quando a pessoa idosa depende de terceiros para cuidados diários, deslocamento, uso de cartões ou acesso a contas bancárias, a relação de confiança pode ser explorada para facilitar furtos e outras fraudes.

A ação faz parte da Operação Virtude, iniciativa voltada à proteção da população idosa. O foco é combater crimes patrimoniais, abusos e situações de vulnerabilidade envolvendo pessoas com mais de 60 anos.

No caso investigado em Macau, a polícia aponta que a suspeita tinha acesso à rotina das vítimas por atuar como cuidadora. Esse detalhe é relevante porque mostra como crimes desse tipo podem ocorrer dentro de relações de aparente confiança, especialmente quando familiares não acompanham de perto extratos, cartões e movimentações bancárias.

A investigação agora segue com o material reunido pela Polícia Civil, incluindo registros de saque, imagens de segurança e depoimentos. Até esta etapa, a apuração atribui ao casal a responsabilidade pelas movimentações indevidas nas contas dos idosos.