A nova pesquisa do Instituto Veritá para o Senado no Rio Grande do Norte mostra um cenário em que Styvenson Valentim (Podemos) mantém vantagem nos principais recortes, mas sem encerrar a disputa pelas duas vagas que estarão em jogo nas eleições de 2026.
O levantamento aponta que Styvenson lidera tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada. Ao mesmo tempo, os números indicam uma disputa mais sensível pelo segundo espaço, com Coronel Hélio (PL) e Samanda Alves (PT) aparecendo entre os nomes mais fortes, mas enfrentando desafios diferentes na corrida.
A eleição para senador em 2026 exige uma leitura mais cuidadosa porque o eleitor votará em dois nomes. Por isso, além do primeiro voto, a pesquisa também mediu o segundo voto e a soma das duas intenções, o que ajuda a observar não apenas quem lidera, mas quem tem capacidade de aparecer como opção complementar na chapa do eleitor.
Styvenson lidera na espontânea
Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde sem receber uma lista de nomes, Styvenson Valentim aparece na frente com 34,4% dos votos válidos. Samanda Alves vem em seguida, com 25,1%, tecnicamente muito próxima de Coronel Hélio, que registra 24,3%.
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O dado mais relevante desse recorte, porém, não está apenas na liderança. A espontânea costuma medir lembrança de nome, e nesse ponto Styvenson segue com vantagem. Ainda assim, o índice de eleitores que não citaram espontaneamente um candidato, votariam branco ou nulo chega a 37,9% no total da amostra, sinal de que a disputa ainda tem espaço para mudança.
Primeiro voto tem disputa apertada
No cenário estimulado para o primeiro voto, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Styvenson Valentim aparece com 27,8% dos votos válidos. Coronel Hélio vem logo atrás, com 27,1%, diferença de apenas 0,7 ponto percentual. Samanda Alves aparece em terceiro, com 22,4%.
Esse é o recorte que mostra a disputa mais equilibrada entre os três principais nomes. Styvenson e Coronel Hélio aparecem praticamente colados, enquanto Samanda mantém presença competitiva, embora abaixo dos dois primeiros nesse cenário específico.
Como a margem de erro informada é de 3 pontos percentuais, o resultado recomenda cautela na leitura. A pesquisa indica vantagem numérica para Styvenson, mas também mostra que a primeira escolha do eleitorado ainda não está consolidada.
Segundo voto amplia força de Styvenson
Quando a pesquisa pergunta sobre o segundo voto, excluindo o nome já escolhido anteriormente, Styvenson volta a aparecer na frente. Ele registra 29,8% dos votos válidos, seguido por Coronel Hélio, com 20,0%, e Rafael Motta (PDT), com 17,0%.
Esse dado é importante porque mostra que Styvenson não aparece apenas como primeira opção. Ele também surge com força entre eleitores que, em um primeiro momento, escolhem outro nome para o Senado.
Coronel Hélio mantém presença relevante no segundo voto, mas com distância maior em relação a Styvenson. Rafael Motta, que não aparece entre os três principais nomes do primeiro voto, ganha espaço nesse recorte e se coloca como alternativa no campo das composições eleitorais.
Soma dos dois votos mostra vantagem mais ampla
Na soma da intenção estimulada 1 e 2, a pesquisa apresenta um quadro mais completo da disputa. Styvenson Valentim é citado por 48,0% dos entrevistados quando considerados os dois votos possíveis. Coronel Hélio aparece com 39,7%, seguido por Samanda Alves, com 28,6%.
Rafael Motta registra 24,3%, enquanto Zenaide Maia (PSD) aparece com 15,0%. Também foram citados Luciana Lima (PSTU), Sandro Pimentel (PSOL) e Rosália Fernandes (PSTU), em percentuais menores.
Esse recorte é um dos mais úteis para entender a eleição ao Senado, porque cada eleitor terá direito a duas escolhas. Assim, um candidato pode não liderar o primeiro voto, mas ainda ser competitivo se conseguir se tornar uma opção frequente para a segunda vaga.
Rejeição pesa contra Samanda e Coronel Hélio
A pesquisa também mediu em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. Nesse ponto, Samanda Alves aparece com a maior rejeição entre os nomes destacados, com 39,8% dos votos válidos. Coronel Hélio vem logo depois, com 35,4%.
Styvenson Valentim, por outro lado, registra 9,0% de rejeição nos votos válidos, índice bem menor que o dos dois principais adversários nesse recorte.
A rejeição é um indicador relevante porque ajuda a medir o teto de crescimento de cada candidatura. Um nome pode ter intenção de voto competitiva, mas enfrentar dificuldade para ampliar apoio quando também concentra alto índice de resistência.
O que a pesquisa indica neste momento
Os números mostram Styvenson em posição mais confortável na disputa, não apenas pela liderança, mas pela combinação entre intenção de voto e baixa rejeição. Coronel Hélio aparece forte no primeiro voto e na soma dos dois votos, mas enfrenta rejeição elevada. Samanda Alves mantém competitividade, sobretudo por aparecer bem na espontânea e entre os três principais nomes, mas também carrega o maior índice de rejeição do levantamento.
Como a eleição ainda está distante e o quadro de candidaturas pode mudar até as convenções, a pesquisa deve ser lida como uma fotografia do momento, não como previsão de resultado. Ainda assim, o levantamento sinaliza que a disputa pelo Senado no RN começa com Styvenson em vantagem e com Coronel Hélio e Samanda disputando espaço em um eleitorado que ainda tem parcela significativa sem definição.
Dados da pesquisa
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Veritá entre os dias 27 e 31 de maio de 2026. Foram entrevistados 1.220 eleitores no Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TRE-RN sob o número RN-06276/2026.
