RN ganha autorização para exportar animais vivos pelo Porto de Natal

Autorização do Ministério da Agricultura permite operações com bovinos, ovinos, equinos e suínos; primeira movimentação deve levar 3,3 mil animais ao Líbano.
Porto de Natal
Porto de Natal - Crédito: Sandro Menezes

Resumo da Notícia

  • Porto de Natal recebe autorização do Ministério da Agricultura para exportação de animais vivos.
  • Habilitação abrange o embarque e desembarque de bovinos, ovinos, equinos e suínos.
  • Primeira operação de teste está prevista para os próximos dias, levando 3.300 animais ao Líbano.
  • Vistorias do Vigiagro atestaram o cumprimento de exigências sanitárias e estruturais.
  • Estado conta com Estações de Pré-Embarque credenciadas em Alto do Rodrigues e São Gonçalo do Amarante.

O Porto de Natal foi habilitado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para realizar operações de exportação de animais vivos. A autorização abre uma nova frente para a agropecuária do Rio Grande do Norte e amplia o papel do terminal potiguar na logística do agronegócio nordestino.

Com a habilitação, o porto passa a estar apto para operações de embarque e desembarque de bovinos, ovinos, equinos e suínos. A expectativa é que a primeira operação ocorra nos próximos dias, em caráter de teste, com o embarque de aproximadamente 3.300 animais destinados ao Líbano.

A liberação foi concedida após vistorias técnicas realizadas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). A avaliação atestou o cumprimento das exigências sanitárias, operacionais e estruturais necessárias para a movimentação de cargas de interesse agropecuário.

O Rio Grande do Norte já conta com duas Estações de Pré-Embarque (EPEs) credenciadas junto ao Ministério da Agricultura. As estruturas ficam em Alto do Rodrigues e São Gonçalo do Amarante, pontos considerados importantes para atender a nova demanda.

Para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), a habilitação do Porto de Natal tem impacto além da operação portuária. A medida é vista como parte de uma estratégia de diversificação econômica, aumento de competitividade e abertura de novos mercados para a produção agropecuária potiguar.

O secretário adjunto da Sedec, Hugo Fonseca, afirma que a autorização fortalece diferentes elos da cadeia produtiva.

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O credenciamento do Porto de Natal para exportação de animais vivos é uma conquista que fortalece toda a cadeia produtiva da agropecuária do Rio Grande do Norte. Trata-se de uma nova oportunidade de negócios para produtores, transportadores, prestadores de serviços e para a economia como um todo. Essa habilitação coloca o Estado em uma posição estratégica dentro da rota internacional do agronegócio e reforça o potencial do Nordeste como fornecedor de produtos agropecuários para mercados globais”, destaca o secretário adjunto da Sedec, Hugo Fonseca.

O reconhecimento pelo Ministério da Agricultura também funciona como chancela técnica para a estrutura do terminal. Para operar com esse tipo de carga, o porto precisa cumprir requisitos que envolvem fiscalização, sanidade animal, logística e capacidade operacional.

Hugo Fonseca avalia que esse ponto é decisivo para inserir o estado em um mercado mais exigente.

Estamos falando de um processo que exige elevados padrões sanitários, logísticos e de fiscalização. A aprovação demonstra que o Rio Grande do Norte reúne condições para competir em um mercado altamente exigente. É um passo importante para ampliar investimentos, gerar empregos e consolidar o Estado no mapa estratégico do agronegócio brasileiro”, acrescenta Hugo Fonseca.

Porto ganha nova função na economia potiguar

A habilitação reforça o Porto de Natal como ativo estratégico para o desenvolvimento econômico do estado. O terminal amplia sua capacidade de movimentação de cargas e passa a diversificar as operações realizadas.

Além do impacto direto para a pecuária potiguar, a autorização cria uma possibilidade de integração logística regional. Na prática, o Rio Grande do Norte passa a disputar espaço em uma cadeia que envolve produtores, transporte, serviços especializados, estruturas de pré-embarque, fiscalização sanitária e negociação com mercados externos.

A nova frente também pode abrir caminho para atração de investimentos relacionados à cadeia de produção animal. Com localização favorável e estrutura em expansão, o estado busca fortalecer sua presença em rotas internacionais e ampliar a participação do Nordeste no comércio agropecuário global.

O avanço, porém, dependerá da capacidade de transformar a habilitação em operações regulares. A primeira movimentação, prevista como teste, será um indicativo do funcionamento prático da nova etapa.

O que muda para o Rio Grande do Norte

A autorização do Mapa coloca o Rio Grande do Norte em condição de operar um tipo de exportação que exige controle rigoroso e articulação entre diferentes estruturas. O estado passa a reunir porto habilitado, EPEs credenciadas e uma rota potencial para mercados internacionais de proteína animal.

Para o setor produtivo, o efeito pode aparecer em novas oportunidades de comercialização. Para a economia estadual, o impacto esperado envolve geração de negócios, serviços, renda e empregos ligados à cadeia agropecuária.

A habilitação também reforça uma tentativa de diversificar o uso do Porto de Natal. Em vez de depender de um conjunto restrito de cargas, o terminal passa a ampliar sua atuação em uma área que pode conectar o RN a mercados externos com maior frequência.