Resumo da Notícia
As rendeiras de bilro da Vila de Ponta Negra agora fazem parte, oficialmente, do patrimônio cultural imaterial de Natal. A sanção da Lei nº 8.139, publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (17), transforma em reconhecimento legal uma tradição que atravessa gerações em uma das comunidades mais conhecidas da capital potiguar.
A medida foi sancionada pelo prefeito Paulinho Freire. A proposta é de autoria da deputada Divaneide Basílio (PT), apresentada quando ela ainda exercia mandato como vereadora de Natal.
Mais do que registrar uma atividade artesanal, a lei coloca no centro da política cultural do município o trabalho de mulheres que mantêm viva uma técnica marcada por paciência, memória e precisão manual.
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Pela legislação, são consideradas rendeiras de bilro as artesãs especializadas na produção de rendas feitas com bilros, pequenos instrumentos de madeira usados para entrelaçar linhas sobre uma almofada apoiada em uma base também de madeira.
É desse processo, repetido com atenção e domínio técnico, que surgem peças artesanais reconhecidas pelo detalhamento. Na Vila de Ponta Negra, a prática não se limita ao produto final: ela também carrega identidade comunitária, memória familiar e valor cultural para Natal.
Memorial das Rendeiras também é reconhecido
A lei também reconhece o Memorial das Rendeiras, localizado na Rua Vereador Manoel Coringa de Lemos, na Vila de Ponta Negra, como espaço cultural dedicado à preservação da história dessa atividade artesanal.
O local passa a ser tratado como ponto de memória das rendeiras e da própria comunidade. A legislação ainda prevê que o espaço poderá ser incluído no roteiro turístico oficial de Natal, o que pode ampliar a visibilidade da tradição para moradores e visitantes.
Com a sanção, caberá ao Poder Executivo realizar os registros necessários junto aos órgãos competentes para formalizar o reconhecimento das rendeiras de bilro como Patrimônio Cultural Imaterial de Natal.
Na prática, a lei dá respaldo institucional a uma tradição que já tinha importância social e cultural para Ponta Negra. Agora, esse valor passa a estar registrado também na legislação municipal.
