Resumo da Notícia
A duplicação da BR-304 entrou em uma fase decisiva no trecho entre Mossoró e Assú. Nesta semana, começou a execução do pavimento rígido de concreto no lote 1B, etapa que corresponde à implantação da pista definitiva por onde os veículos deverão circular após a conclusão dos serviços.
A obra integra um pacote de intervenções na principal ligação rodoviária entre Natal e o interior do Rio Grande do Norte. Ao todo, os três contratos já firmados para a duplicação da BR-304 ultrapassam R$ 570 milhões, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Os serviços são executados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com o Ministério dos Transportes, com acompanhamento do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN).
O que está previsto nos contratos da BR-304
| Trecho | Situação | Extensão | Investimento |
|---|---|---|---|
| Mossoró-Assú, lote 1B | Obras em andamento, com início do pavimento rígido | 57,6 km | cerca de R$ 370 milhões |
| Reta Tabajara, em Macaíba | Contrato assinado e em fase de licenciamento | não informado | R$ 78 milhões |
| Reta Tabajara-Riachuelo, lote 2D | Contrato previsto para duplicação e adequação da capacidade | 38,1 km | R$ 204,4 milhões |
No lote 1B, entre Mossoró e Assú, a execução já avançou em várias frentes. A limpeza da faixa de domínio chegou a 22,22 quilômetros, o equivalente a 38,58% do trecho. A drenagem alcança 14 quilômetros, ou 24,30%. A terraplenagem soma 15,6 quilômetros, correspondendo a 27,08%.
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Também há avanço em etapas de base da rodovia. Os serviços de macadame seco chegaram a 6,4 quilômetros, ou 11,11% do trecho. Já a base em Concreto Compactado com Rolo (CCR) soma 5 quilômetros executados, o equivalente a 8,68%.
Pavimento de concreto marca nova fase

O início do pavimento rígido de concreto é um dos pontos mais relevantes da execução até agora porque representa a formação da camada final da pista. Antes disso, a obra passa por serviços de limpeza, drenagem, terraplenagem e preparação da base.
Na prática, essa etapa aproxima o trecho da configuração definitiva da rodovia duplicada. Ainda assim, o avanço não significa entrega imediata: os serviços seguem em andamento e dependem da conclusão das demais fases previstas no contrato.
A BR-304 tem papel estratégico para o transporte de cargas, deslocamentos entre regiões e acesso a polos econômicos do interior. O trecho completo previsto para duplicação tem cerca de 280 quilômetros de extensão.
Reta Tabajara e lote até Riachuelo
Além do trecho Mossoró-Assú, outro contrato contempla a conclusão da duplicação da Reta Tabajara, em Macaíba. A intervenção inclui a construção do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.
Esse contrato, no valor de R$ 78 milhões, está assinado, mas ainda depende do licenciamento para emissão da Ordem de Serviço e início da execução.
O terceiro trecho é o lote 2D, entre a Reta Tabajara e Riachuelo, do quilômetro 242 ao 280,1 da BR-304. A obra terá 38,1 quilômetros, investimento de R$ 204,4 milhões e prazo contratual de 24 meses. A previsão é duplicar a rodovia, adequar a capacidade de tráfego e eliminar pontos críticos.
O secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, afirmou que a duplicação tem peso econômico e logístico para o estado.
“A duplicação da BR-304 representa uma transformação histórica para a infraestrutura do nosso estado. Estamos falando da principal rodovia federal que corta o Rio Grande do Norte, responsável por integrar regiões, fortalecer a logística, impulsionar o turismo e garantir mais segurança para milhares de pessoas que utilizam diariamente essa via. O avanço simultâneo dos trechos demonstra o compromisso do Governo Federal e do Governo do Estado com uma obra aguardada há décadas pelos potiguares”, afirmou.
A continuidade das obras será acompanhada em três frentes distintas: o avanço físico do lote Mossoró-Assú, a liberação da Ordem de Serviço da Reta Tabajara e o cronograma contratual do trecho até Riachuelo.
