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Polícia Científica conclui laudo e revela o que provocou incêndio no Circo do Tirullipa em Natal

O sinistro ocorreu na madrugada do dia 11 de maio, no estacionamento do estádio Arena das Dunas, destruindo completamente a lona e instalações.
Falha elétrica destruiu Circo do Tirullipa na Arena das Dunas
Falha elétrica destruiu Circo do Tirullipa na Arena das Dunas - Crédito: Cedida

Resumo da Notícia

  • A Polícia Científica do Rio Grande do Norte concluiu o laudo sobre o incêndio que destruiu o Circo do Tirullipa em Natal.
  • O documento aponta uma falha técnica de origem elétrica na fiação interna do picadeiro como a causa mais provável do fogo.
  • O incêndio ocorreu na madrugada de 11 de maio, no estacionamento da Arena das Dunas, e causou perdas materiais severas.
  • A estrutura do circo, incluindo a lona principal, palco e equipamentos, foi completamente consumida pelas chamas.
  • Não houve registro de feridos, pois o estabelecimento estava fechado para o público no momento do sinistro.
  • O laudo foi enviado à Polícia Civil para a condução do inquérito policial.

A Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCIRN) concluiu o laudo pericial oficial a respeito do incêndio de grandes proporções que destruiu toda a estrutura do Circo do Tirullipa, que estava instalado no estacionamento do complexo da Arena das Dunas, na Zona Sul de Natal.

O documento técnico elaborado pelos peritos criminais aponta que a hipótese com maior consistência material e científica para o desencadeamento das chamas é uma falha técnica de origem elétrica na fiação interna do picadeiro.

O incêndio, registrado na madrugada do dia 11 de maio, causou perdas materiais severas para a companhia artística. Como o sinistro ocorreu em um horário no qual o estabelecimento cultural estava fechado para o público e sem sessões ativas, não houve o registro de pessoas feridas ou intoxicadas pela fumaça.

Contudo, a força do fogo consumiu em poucos minutos a lona principal, o picadeiro central, as acomodações das arquibancadas, o palco de apresentações, os bastidores de apoio, além de sistemas de climatização, iluminação e equipamentos de som de última geração. O avanço do fogo exigiu uma mobilização rápida do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN), que enviou três viaturas operacionais ao local e levou cerca de uma hora entre o combate direto e o trabalho de rescaldo para extinguir os focos remanescentes.

A dinâmica da perícia e a análise das câmeras

O relatório pericial foi confeccionado pelo Instituto de Criminalística, por meio de seus especialistas do Setor de Perícias de Engenharia Legal e Meio Ambiente. A investigação criminal exigiu vistorias de campo em mais de uma etapa: os levantamentos preliminares e registros fotográficos começaram nas primeiras horas da manhã do dia do incidente, seguidos por uma nova inspeção minuciosa nos escombros ferrosos para rastrear o ponto inicial da ignição térmica.

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Para fechar o diagnóstico, os peritos cruzaram as evidências físicas coletadas com os arquivos digitais gravados pelo circuito fechado de videomonitoramento da Arena das Dunas. Houve ainda a requisição de relatórios de carga energética fornecidos pela equipe de engenharia do circo e pelo monitoramento de rede da distribuidora Neoenergia Cosern.

Os indícios materiais colhidos provaram que os curtos-circuitos e o superaquecimento se concentraram em uma área específica da estrutura interna virada para o lado do estádio. Naquele quadrante ficavam agrupadas as conexões elétricas principais, painéis de distribuição, cabeamentos de alta capacidade para iluminação de alta performance, caixas de som e a fiação de alimentação do painel de LED central. As imagens das câmeras confirmaram que as chamas despontaram desse ponto exato antes de se alastrarem pela lona inflamável.

Com a conclusão da parte científica, o laudo pericial assinado pelos engenheiros legais foi oficialmente anexado e enviado para a delegacia da Polícia Civil do Rio Grande do Norte encarregada de conduzir o inquérito policial correspondente. É a autoridade policial quem avaliará as conclusões técnicas para decidir pelo arquivamento por acidente ou indiciamento caso seja detectada imperícia ou negligência na montagem da rede de energia do evento.