Resumo da Notícia
O vereador Cabo Deyvison (PL-RN) afirmou que não será intimidado após ser baleado nas pernas durante um atentado em Mossoró, na noite dessa segunda-feira (15). O ataque aconteceu enquanto ele realizava uma transmissão ao vivo na UPA do Alto de São Manoel.
O assessor do vereador, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Em vídeo publicado nas redes sociais depois do ocorrido, o parlamentar adotou um tom duro e disse que seguirá atuando contra facções criminosas. A fala foi marcada por cobrança, indignação e por uma mensagem direta aos autores do ataque.
“14 anos de policial militar, cinco anos me dediquei à Tropa de Elite, troquei tiro com assaltante de banco e nunca fui atingido. Em um ano e meio de política, atentaram contra minha vida duas vezes. Com tudo isso que aconteceu, agora é uma questão de honra. Vocês não vão me calar e eu vou com mais força para cima de vocês”, afirmou.
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Na gravação, Cabo Deyvison associou o atentado à atuação dele contra grupos criminosos e afirmou que não pretende recuar. O vereador citou um lema do Comando Tático Rural (COTAR) para reforçar a posição.
“Tem um lema no Cotar que diz que ante o inimigo, jamais recuar. Vocês são inimigos declarados do sistema. Não tem nada que impeça de continuar. Eu vou para cima de vocês faccionados, terroristas. Soberania a gente já perdeu para as facções”, declarou.
A fala ocorre após o segundo atentado citado pelo próprio parlamentar desde que entrou na política. Ele comparou a experiência de mais de uma década como policial militar com o período recente no mandato, destacando que, segundo ele, nunca havia sido atingido durante a atuação na segurança pública.
Pedido de orações após o ataque
Além da reação política e da promessa de continuidade, Cabo Deyvison também pediu apoio espiritual. No vídeo, ele mencionou a família e pediu orações por um “irmão” que, segundo suas palavras, “tombou”.
“Eu preciso da oração de vocês. Eu peço que orem pelo meu irmão que tombou, pela minha família. A gente não tem liberdade para ir a um parque”, comentou.
A declaração reforça o tom de tensão após o atentado, que ocorreu em um espaço público de atendimento à saúde, durante uma transmissão ao vivo. O episódio colocou novamente em evidência o clima de insegurança e a pressão sobre agentes públicos que dizem atuar no enfrentamento a facções criminosas.
Suspeitos detidos

Dois homens, suspeitos de atirar contra o vereador e um assessor dele, foram presos na tarde desta terça-feira (16) no município de Beberibe, no Ceará, a cerca de 160 quilômetros do local do crime. Na ação criminosa, o vereador foi atingido por dois tiros; e o assessor que estava com ele morreu.
Conforme apuração do Portal N10, os dois suspeitos, identificados como José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, estavam trafegando em um táxi, vindos de Mossoró, quando foram abordados por uma equipe da Polícia Militar de Beberibe na CE-040, na altura do distrito de Parajuru. A abordagem teve apoio de uma equipe do Raio.
Os dois suspeitos e o taxista foram conduzidos para delegacia de Beberibe, mas já estão em processo de transferência para Mossoró – onde ocorrem as investigações do ataque contra o vereador e onde será lavrada a prisão em flagrante da dupla. Os detidos estão sendo escoltados por equipes do Policial Geral Ostensivo (POG) de Beberibe, uma equipe do Raio e uma equipe do Cotar.
A Polícia Civil aponta que o alvo do ataque era o vereador. Uma das linhas de investigação apura se o crime tem relação com denúncias feitas pelo parlamentar sobre a atuação de facções criminosas na cidade.
Após o crime, o carro suspeito de ser utilizado pelos atiradores foi encontrado abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros e será submetido à perícia. No local do ataque, policiais encontraram um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. A polícia confirmou que armamentos de uso restrito foram empregados na ação.
