Resumo da Notícia
Morreu nesta quinta-feira (25), aos 51 anos, a jornalista Helga Oliveira, nome ligado à história da cobertura esportiva na televisão do Rio Grande do Norte. Ela enfrentava uma leucemia havia pelo menos cinco anos e permaneceu internada nas últimas semanas, depois de um agravamento no quadro de saúde.
Helga estava internada desde o dia 6 de junho. No início do mês, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, o que levou à hospitalização. A jornalista era casada com o também jornalista Luis Henrique e deixa dois filhos, Pedro e Caio.
Ao longo do dia, amigos, familiares, profissionais da comunicação e instituições lamentaram a morte nas redes sociais. Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia definição sobre data, horário e local de velório e sepultamento.
Uma das pioneiras do jornalismo esportivo potiguar
Helga Oliveira construiu parte importante da carreira na cobertura de futebol e esporte local. Ex-apresentadora do Globo Esporte RN, ela integrou a equipe da Inter TV Cabugi, afiliada da TV Globo no estado, entre 1999 e 2007.
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Na televisão potiguar, Helga se destacou em um período em que a presença feminina no jornalismo esportivo ainda era muito menor. A atuação abriu espaço em uma área historicamente ocupada por homens e fez dela uma referência para profissionais que vieram depois.
O trabalho de Helga também ficou associado à rotina dos clubes, dos campeonatos locais e da imprensa esportiva do estado. Em nota, o América-RN destacou esse papel e informou que colocou a bandeira a meio mastro na Sede Social do clube em sinal de luto.
“O América Futebol Clube lamenta profundamente o falecimento da jornalista Helga Oliveira, aos 51 anos.
Alvirrubra, profissional respeitada e pioneira no jornalismo esportivo do Rio Grande do Norte, Helga marcou sua trajetória pela cobertura dedicada ao esporte potiguar, acompanhando de perto a rotina dos clubes e contribuindo para o fortalecimento da imprensa esportiva em nosso estado.
Uma das primeiras mulheres a atuar na televisão esportiva local, abriu caminhos e inspirou gerações de profissionais com seu trabalho, competência e dedicação.
Em sinal de luto e respeito à sua memória, o América Futebol Clube colocou sua bandeira a meio mastro na Sede Social do clube.
Neste momento de dor, o América Futebol Clube se solidariza com seus familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores, desejando força e conforto a todos.
Descanse em paz, Helga Oliveira”.
Atuação também marcou debate sobre autismo

Além da trajetória profissional, Helga também transformou uma experiência familiar em instrumento de informação e acolhimento. Mãe de dois filhos, um deles diagnosticado com autismo, ela participou em 2018 de uma campanha institucional da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte sobre o Transtorno do Espectro Autista.
A campanha, protagonizada por Helga e pelo filho, tratava da importância do diagnóstico e da intervenção precoces. A iniciativa levou uma vivência pessoal para o debate público e ajudou a aproximar o tema de outras famílias.
Em nota, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte lamentou a morte da jornalista e destacou sua trajetória profissional e seu legado.
“Neste momento de dor, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte se solidariza com seu esposo, Luís Henrique, seus filhos Pedro e Caio, demais familiares, amigos e toda a comunidade da comunicação potiguar, desejando força, conforto e serenidade diante desta irreparável perda. Descanse em paz, Helga”, diz o texto.
Comunicação potiguar lamenta a perda
A morte de Helga Oliveira mobilizou colegas de profissão e pessoas que acompanharam sua carreira na televisão. A jornalista ficou conhecida não apenas pela atuação no esporte, mas também pela presença em temas ligados à inclusão, à família e à informação de interesse público.
A trajetória dela atravessa dois campos importantes no Rio Grande do Norte: a consolidação de mulheres na cobertura esportiva local e a ampliação do diálogo público sobre autismo. Por isso, as manifestações após a morte reuniram profissionais da comunicação, torcedores, clubes, instituições e pessoas impactadas por sua história.
Helga Oliveira deixa o marido, Luis Henrique, os filhos Pedro e Caio, e uma marca reconhecida no jornalismo esportivo potiguar.
