Resumo da Notícia
Moradores e autoridades de todo o estado potiguar devem redobrar a atenção com as condições atmosféricas nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quinta-feira (16), um comunicado oficial de perigo potencial para vendaval cobrindo a totalidade dos 167 municípios do Rio Grande do Norte.
O aviso meteorológico, identificado sob a bandeira amarela da instituição, estabelece que as rajadas de vento podem se intensificar em várias regiões do estado. O período de vigência da advertência climática começou oficialmente à 0h01 desta quinta-feira (16) e se estende até as 23h59 do próximo sábado (18), exigindo monitoramento contínuo das defesas civis municipais.
Apesar de cobrir cem por cento do mapa potiguar, a classificação amarela representa o nível mais brando na escala tradicional de severidade climática utilizada pelo Inmet. Na prática, isso significa que as condições de tempo atuais sugerem um baixo risco de desastres graves ou de acidentes de grande proporção para a população local.
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Ainda assim, o fenômeno meteorológico não deve ser negligenciado pelos moradores das áreas urbanas e rurais. O avanço do sistema de alta pressão na atmosfera favorece rajadas que podem oscilar entre 40 km/h e 60 km/h. Com essa força, os ventos tornam-se capazes de balançar galhos grandes de árvores, arrastar objetos soltos em quintais e coberturas, e dificultar a condução de motocicletas e de outros veículos nas rodovias estaduais e federais que cortam o estado.
Fenômeno atinge quase todo o Nordeste brasileiro
As instabilidades observadas nos termômetros e barômetros não se restringem ao território potiguar. A faixa amarela de monitoramento estipulada pelo Inmet estende-se por uma ampla área geográfica, alcançando municípios de oito dos nove estados que compõem a região Nordeste. Apenas o estado do Maranhão ficou de fora dessa rodada de avisos de vento forte expedida pelo órgão nacional.
Esse tipo de comportamento atmosférico é comum durante os meses do inverno no hemisfério sul, período caracterizado pela intensificação dos ventos alísios que sopram do oceano em direção ao continente, ganhando velocidade ao encontrar áreas de relevo ou zonas de planície costeira semiárida.
Durante a ocorrência de rajadas de vento mais fortes, a Defesa Civil e o Inmet reforçam que medidas básicas de autoproteção devem ser seguidas rigorosamente para evitar pequenos incidentes e acidentes domésticos. Entre as principais diretrizes preventivas divulgadas pelos técnicos, destacam-se:
- Evite abrigos sob copas de árvores: Embora o risco seja considerado baixo, há possibilidade física de queda de galhos secos. Além disso, em caso de eventual tempestade associada, as árvores servem como potenciais para-raios naturais, elevando as chances de descargas elétricas.
- Cuidado ao estacionar veículos: Não pare automóveis ou motocicletas muito próximos a torres de transmissão de energia elétrica, postes de iluminação ou placas de propaganda e outdoors, estruturas que sofrem grande pressão mecânica com o arrasto do vento.
- Atenção nas residências: Recomenda-se recolher lixeiras plásticas, roupas do varal e vasos de plantas de pequeno porte posicionados em parapeitos de janelas ou sacadas para evitar que caiam sobre transeuntes.
Em caso de incidentes, queda de fios energizados na via pública ou obstrução de ruas por árvores, a recomendação direta é manter distância do local afetado e acionar imediatamente os canais oficiais de socorro do estado.
- Defesa Civil Estadual: Telefone 199 (ligação gratuita para emergências de segurança e monitoramento de riscos).
- Corpo de Bombeiros Militar do RN: Telefone 193 (indicado para resgates, desobstrução de vias públicas ou corte emergencial de árvores caídas).
