Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte aparece na lista preliminar de empreendimentos que devem ir a leilão no setor elétrico em 2027. A previsão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) inclui o estado em dois blocos de transmissão, dentro de uma agenda nacional que soma dez certames previstos para os próximos 18 meses.
A programação busca ampliar a infraestrutura de energia, reforçar a transmissão e aumentar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). Para o RN, o ponto mais concreto está nos leilões de transmissão, já que os certames de geração não definem previamente onde os projetos serão instalados.
Na prática, isso significa que o estado está no radar de novas linhas e instalações estratégicas para escoamento e integração de energia, mas a participação em geração dependerá dos empreendimentos que se habilitarem e do ponto de conexão escolhido no sistema.
Segundo a lista preliminar das instalações que devem ser licitadas pela Aneel, o RN aparece em certames previstos para o primeiro e o segundo semestres de 2027.
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No primeiro bloco, há um projeto de 1.848 km que passa por Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará. Já no segundo semestre de 2027, outro projeto, de 5.199 km, abrange Rio Grande do Norte e São Paulo.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também cita instalações no RN entre os projetos previstos, incluindo a linha de transmissão Angicos-Itaporanga 2, com 2.500 km.
A EPE ressalta, porém, que os leilões de geração funcionam de outra forma. “Os leilões de geração não definem previamente a localização dos projetos, podendo participar empreendimentos que venham a se conectar em qualquer ponto do Sistema Interligado Nacional”, informou.
Investimentos bilionários em transmissão
A agenda de 2027 prevê três certames de transmissão. O primeiro, programado para abril, reúne R$ 8,8 bilhões em investimentos e 3.631 km de linhas de transmissão.
O segundo leilão de transmissão, previsto para outubro, tem R$ 1,25 bilhão em investimentos e 233 km de linhas. Já o certame do segundo semestre aparece como o maior da lista, com R$ 26,8 bilhões previstos e 6.731 km de linhas de transmissão.
Esses números reforçam o peso da transmissão na expansão do setor elétrico. Para estados como o RN, que já têm relevância na produção de energia renovável, linhas e subestações são parte central do debate: sem infraestrutura de escoamento, novos projetos enfrentam limite físico para entregar energia ao sistema.
Calendário vai até 2027
A agenda divulgada pela Aneel inclui diferentes modalidades de contratação. Além dos leilões de transmissão, estão previstos leilões de reserva de capacidade, geração, energia existente, pequenas centrais hidrelétricas e sistemas de armazenamento em baterias.
Para 2026, a previsão é de dois leilões de transmissão, um de energia existente e um voltado a sistemas de armazenamento de energia em baterias.
Em 2027, a programação inclui três certames de transmissão, um de geração, um de pequenas centrais hidrelétricas e um de energia existente.
O calendário funciona como sinal para investidores, fabricantes, desenvolvedores de projetos e demais empresas da cadeia elétrica. No caso do Rio Grande do Norte, a presença nos blocos de transmissão indica que o estado deve seguir dentro das discussões nacionais sobre expansão da infraestrutura energética nos próximos anos.
