Resumo da Notícia
A morte de Mikellyson Valter Tavares, de 8 anos, baleado dentro de casa no bairro Guarapes, na Zona Oeste de Natal, passou a ser investigada pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O caso aconteceu no sábado (20) e terminou com a prisão em flagrante da mãe, do padrasto e de um tio da criança, segundo a Polícia Civil.
A versão apresentada pela família é de que o disparo teria sido acidental e feito por um irmão de 11 anos, enquanto os adultos não estavam em casa. A Polícia Civil ainda apura essa informação.
O menino foi socorrido e levado para a UPA de Cidade Satélite, mas chegou com sinais vitais muito fracos, conforme relataram familiares. A equipe médica tentou reanimá-lo, mas ele não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar informou que o padrasto admitiu ter comprado, de forma irregular, uma arma de calibre restrito em Mossoró. A pistola, porém, não foi localizada durante as buscas feitas na residência.
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No imóvel, a PM encontrou apenas dois carregadores. Segundo a corporação, eles estavam com o tio da criança.
O boletim de ocorrência foi registrado como morte suspeita. A Polícia Civil instaurou procedimento para esclarecer as circunstâncias do disparo e identificar eventuais responsabilidades.
Quem foi preso e por quais crimes
| Preso em flagrante | Autuação informada pela polícia |
|---|---|
| Mãe da criança | Posse irregular de arma de fogo e omissão de cautela |
| Padrasto da criança | Posse irregular de arma de fogo e omissão de cautela |
| Tio da criança | Porte ilegal de arma de fogo e acessórios de arma; fraude processual qualificada |
A mãe e o padrasto foram presos pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e omissão de cautela, previstos no Estatuto do Desarmamento.
O tio foi preso por porte ilegal de arma de fogo e acessórios de arma. A Polícia Civil informou ainda que ele foi autuado por fraude processual qualificada, “em razão de indícios de alteração da cena do fato”.
Versão da família é investigada
De acordo com o relato inicial da família, a mãe e o padrasto teriam ido a uma padaria comprar pão no momento do disparo. Mikellyson teria ficado em casa com o irmão de 11 anos.
Ainda segundo essa versão, o irmão mais velho teria manuseado a arma e atingido Mikellyson no rosto. A Polícia Civil trata o relato como uma linha de apuração, não como conclusão.
As primeiras investigações apontaram a existência de armamento irregular na residência. Familiares foram ouvidos.
O sargento Wndel Fischer afirmou que, ao chegar ao local, a equipe encontrou sinais de alteração na cena.
“Chegamos lá, inclusive já tinha sido limpada a cena do crime, onde ocorreu a situação do disparo, até então sem saber se foi alguém que disparou ou se a criança mesmo disparou em si própria. E daí então começaram algumas buscas, entre elas a da arma, mas até agora não foi localizada”, informou.
Ele também detalhou o material encontrado durante as buscas.
“Porém, chegamos a encontrar dois carregadores. Um carregador menor, contendo oito munições intactas de calibre 9mm, bem como um carregador mais alongado, muito parecido com uma submetralhadora, com cerca de 30 munições”, completou.
A DHPP ficará responsável por aprofundar a investigação, localizar a arma e esclarecer a dinâmica do disparo dentro da residência.
