Resumo da Notícia
O Rio Grande do Norte registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo da série histórica da Pnad Contínua, do IBGE. O índice caiu para 9,3% entre pessoas de 15 anos ou mais e ficou abaixo de 10% pela primeira vez no estado.
O resultado confirma uma trajetória de queda. Em 2024, a taxa era de 10,5%. Em 2016, primeiro ano da série, o percentual chegava a 13,9%.
Além da redução no analfabetismo, o levantamento aponta melhora em outros indicadores educacionais. Entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, a frequência escolar chegou a 99,3%. Nessa mesma faixa etária, 96,3% dos estudantes estavam matriculados no ensino fundamental na etapa adequada à idade, acima da meta de 95% prevista no Plano Nacional de Educação (PNE).
A pesquisa também mostrou queda no percentual de pessoas de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham, grupo conhecido como “nem-nem”.
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Em 2025, a taxa ficou em 21,4%, o menor índice da série recente. O número representa redução de 2,5 pontos percentuais em relação a 2024.
Entre as mulheres, a proporção caiu para 25,2%. Apesar da queda, o dado ainda mostra que a exclusão educacional e profissional segue mais pesada para o público feminino.
Governo cita alfabetização e EJA
A governadora Fátima Bezerra afirmou, em nota, que recebeu o resultado da pesquisa com “alegria e senso de responsabilidade”.
A Secretaria Estadual da Educação relacionou o desempenho a ações voltadas à alfabetização e à permanência dos estudantes nas escolas. Entre as iniciativas citadas estão a Política Territorial de Alfabetização de Crianças (Pró-Alfa RN) e a Política de Superação do Analfabetismo.
Segundo o governo, a política de superação do analfabetismo já alcançou mais de 10 mil pessoas em 113 municípios.
A rede estadual também informou que mantém turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade que atende cerca de 24 mil estudantes em 202 escolas.
Nesta semana, o Estado lançou a Comissão Permanente de Avaliação Digital (CPA Digital), plataforma voltada à certificação da EJA. A ferramenta permitirá que pessoas a partir dos 15 anos façam avaliações para obter a certificação da educação básica em formato digital.
Brasil também teve menor taxa da série
No país, a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais caiu para 4,9% em 2025, também o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua Educação, em 2016. Foi a primeira vez que o indicador nacional ficou abaixo de 5%.
Apesar da melhora, o Nordeste ainda concentra a maior parte da população analfabeta do Brasil. A região reúne 4,8 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, o equivalente a 57,4% do total naciona.
A taxa nordestina ficou em 10,6%, mais que o dobro da média brasileira.
O recorte por idade também revela desigualdade. Pessoas com 60 anos ou mais representam 58% dos analfabetos do país. Nesse grupo, a taxa é de 13,8%, contra 2,6% entre a população de 15 a 59 anos.
Entre pessoas com 15 anos ou mais, o analfabetismo foi de 2,8% entre brancos e de 6,5% entre pretos ou pardos.
